Marketing e design: uma abordagem inicial

Com o crescimento do acesso aos bens de consumo, fomentado especialmente pela Revolução Industrial e sedimentado especialmente após a metade do século XX, a corrida pela obtenção de produtos e serviços levou a uma inevitável necessidade de diferenciação por parte dos comerciantes. Nesse contexto, compreender esse novo mercado que se abria para atender as vontades dos consumidores e oferecer cada vez mais bens de consumo diferenciados tornou-se imperativo para a sobrevivência das empresas. É, então, a partir destes fatores que surge o estudo e a aplicação sistemática de técnicas de compreensão deste mercado consumidor, de interação com potenciais compradores e de venda de produtos e serviços com mais “acerto”, a fim de que os benefícios para a indústria de bens e serviços possam mantê-la funcionando em plena atividade. Esse conjunto de técnicas, abordagens, estudos e preocupações com a relação entre fornecedores e consumidores é denominado marketing. O marketing tem por objetivo primordial combinar o atendimento às necessidades dos consumidores com a satisfação das necessidades das empresas fornecedoras. O marketing representa, portanto, um conjunto de ferramentas que capacita as empresas a compreenderem melhor o mercado em que atuam, maximizando seus lucros e atentendendo as reais necessidades de seus públicos-alvo.

É importante, portanto, compreender que, enquanto o estudo da venda (e das formas de vender) está focado nas necessidades do vendedor, o marketing interessa-se pela outra ponta do processo: o comprador. Através de diversas técnicas – que vão desde a criação de setores especializados em receber reclamações de clientes às pesquisas de campo – o marketing tenta compreender a realidade de dos clientes. Todo esse material, colhido pelo marketing, serve de base para o levantamento de dados que é sempre realizado nos processos de design. Preocupado com as estruturas de produtos e serviços, o design precisa compreender para criar de acordo com as necessidades e a colaboração entre marketing e design é essencial para o bom funcionamento do processo venda-compra. É importante ressaltar que o marketing faz uso de técnicas de propaganda para que sua mensagem chegue aos potenciais clientes: a propaganda é a ponte que existe entre o produto ou serviço real e o cliente beneficiário daquele bem. Ninguém pode desejar ou reconhecer que precisa de algo se não sabe que este algo existe e, portanto, a divulgação do bem ou serviço tem primordial importância tanto para as vendas e o lucro empresarial quanto para o próprio design em si. Afinal, um ótimo projeto de design pode se tornar um fracasso de vendas porque simplesmente os clientes sequer sabem que o produto existe.

É assim que podemos identificar uma relação íntima entre marketing e design, sendo ambos processos de construção dentro de uma empresa. Tanto em um quanto em outro temos ferramentas muito similares no que diz respeito à compreensão das necessidades de clientes e ao projeto voltado para o ambiente, a situação e as potencialidades do consumidor pretendido. O marketing estabeleceu, ao longo do tempo, um conjunto de quatro palavras-chave que define seu campo de atuação e suas preocupações principais: praça, preço, produto e promoção. Esses quatro “P” tem uma profunda relação com o design centrado no usuário, que podemos explorar da seguinte forma: quanto ao produto (ou serviço), tanto design quanto marketing preocupam-se em produzir algo que atenda às necessidades funcionais e emocionais de seus consumidores, embutindo no produto ou serviço características que contribuam para essa identificação do cliente com a empresa; quanto ao preço, enquanto o marketing está interessado em agregar o interesse da empresa (o lucro) com a faixa de compra do público-alvo, é competência do design refletir as características de preço na forma física do produto, em sua embalagem e em sua apresentação como um todo, além de preocupar-se com a maneira como será produzido, vendido, consumido e descartado; quanto à praça, marketing e design combinam forças para compreender os fluxos de potenciais clientes por determinado ambiente e suas características, aproveitando-se da dinâmica própria daquele local para melhor atrair a atenção e converter o interesse dos consumidores em vendas reais; por fim, quanto à promoção, temos marketing e design juntos como elaboradores de estratégias de fidelização de clientes, de obtenção de novos compradores, de divulgação da empresa e formação de sua imagem no mercado e, especificamente, vemos o design mais do nunca como ferramenta de produção de peças gráficas para propaganda de determinado produto ou serviço. Muitas vezes o design é popularmente visto como atuante somente na última atividade citada, o que leva a uma compreensão vazia e pequena da atividade de design. Da mesma forma, o marketing passou a ser visto simplesmente como propaganda (e muitas vezes uma falsa propaganda), enquanto esta é apenas uma de suas ferramentas de atuação.

Além dos 4 “P” citados, o marketing também estabeleceu como resultado de suas práticas outras cinco características que foram denominadas 5 “C”: cliente#, companhia, concorrentes, colaboradores, contexto. Nesses aspectos, mais uma vez, marketing e design centrado no usuário compartilham estratégias. Está nas raízes tanto do marketing quanto do design compreender todas essas dimensões da produção e levá-las em consideração quando há elaboração de planos de venda ou de projetos de produtos. É essencial levantar dados sobre os 5 “C” e refletir sobre suas conclusões no projeto de produtos e serviços, em conjunto, objetivando uma boa relação entre empresa, produto e cliente. A integração entre marketing e design é essencial para que a empresa atinja seus objetivos de mercado e para que os consumidores satisfaçam suas necessidades através dos produtos e/ou serviços oferecidos.

Design sustentável: primeiras ideias

O mundo mudou e o design precisa também mudar. Precisamos compreender os produtos como pertencentes a um ecossistema sócio-econômico-ambiental maior que o domínio de compra e venda. Muniz e Figueredo (2009) deixa claro que é necessário evoluir a visão de competitividade organizacional (centrada em recursos e resultados) para uma visão sistêmica que considere uma cadeia de valor, rede e nação. Há algum tempo já denominamos esta forma de pensar de sustentabilidade e o profissional de design, responsável pela inserção de novos produtos e serviços no mundo, precisa estar atento e aberto a este novo entendimento.

Considerando-se esta perspectiva, especialmente o incentivo ao consumo excessivo precisa ser repensado. O design, profissão ainda muito conectada à estética e ao consumo exagerado, precisa reavaliar suas práticas através de seus profissionais e do que estes oferecem ao mundo. Nesse contexto sistêmico, o projetista deve levar em consideração a sustentabilidade ambiental, visando minimizar os impactos de suas práticas no mundo em que vive. Este tipo de responsabilidade pode contribuir, inclusive, para a imagem das empresas que apostam em iniciativas neste sentido. A demonstração, mesmo que ainda de fundo comercial, de preocupação com questões ambientais que interessam a todos, é marca fundamental da qualidade de uma empresa nos dias de hoje (Gomes et al, 2009).

Na abordagem sistêmica do design, é necessário encarar tudo que é projetado como um serviço oferecido, ao mesmo tempo, ao comércio e ao mundo como um todo, considerando-se o ambiente e o ciclo de vida desses projetos e produtos. Ao investigar a sociedade em que vive, observando como otimizar processos já existentes através de tecnologias diversas, o designer desvencilha-se de uma relação puramente top-down e passa a fomentar “comunidades criativas”, sendo parte dessas comunidades em relações bottom-up ou peer-to-peer (Muniz e Figueredo, 2009). É evidente que, em primeiro momento, essa abordagem pode parecer utópica, mas o processo deve acontecer gradualmente, até que esta prática seja parte integrante de nossas produções.

Na tentativa de estabelecer parâmetros para uma gestão centrada no design que leve em consideração os aspectos de uma visão sistêmica da produção de bens e serviços, podemos compreender sua atuação nos três níveis tradicionais (operacional, tático e estratégico) e relacioná-los com oportunidades para a implementação do life cycle design (LCD). Operacionalmente, tratamos do ato de “fazer”, lidando com aspectos de marketing, produção e comunicação e, neste nível, podemos repensar o uso de materiais e o descarte consciente de resíduos. No campo tático, concentramo-nos na estrutura, gestão da tecnologia e da inovação, coordenando processos e regulando “como fazer” tendo, nesta etapa, a possibilidade de reavaliar a extensão da vida do produto e a facilidade de sua desmontagem, bem como de analisar a logística reversa do produto. Já no nível estratégico temos um papel transformador, lidando com “o que fazer” e delineando a estratégia de produtos e serviços e a gestão do conhecimento envolvida com os mesmos: este nível, no LCD, deve englobar toda a cultura de produção para aquele produto ou serviço, orientando o processo nos caminhos da sustentabilidade (Gomes et al, 2009). Os autores tentaram relacionar casos que corroborassem a estrutura sugerida de divisão dos níveis de gestão do design, mas a falta de detalhamento dos processos prejudicou uma análise mais profunda.

Sem dúvida, a análise do ciclo de vida de um produto é uma técnica de fundamental importância para a avaliação dos impactos de um determinado produto em suas variadas etapas de produção, comercialização e descarte. Neves et al (2010) questionam a visão tradicional de análise do ciclo de vida, definindo-a como limitada e simplista. Ao sugerirem a utilização de uma visão mais complexa, complementada pela inserção da visão de sistemas adaptativos complexos (SAC), os autores incrementam as seis etapas-padrão usualmente apontadas nas ACV. Assim, as seis etapas: aquisição de matérias-primas, fabricação, utilização (reutilização, manutenção), reciclagem (gestão do resíduo), entradas e saídas, seriam incrementadas pela visão de SAC, que traz nove outros níveis de análise para cada etapa-padrão. Embora muito mais complexa, esta forma de compreensão dá ao projetista um instrumento muito mais eficaz na análise do ciclo de vida de um produto a ser desenvolvido.

Inserido neste contexto, o designer gráfico conta com muitas maneiras de minimizar os impactos provocados e de considerar-se inserido na preocupação do ciclo de vida dos produtos. Conhecer profundamente os materiais a serem usados para qualquer produção é requisito fundamental para habilitar o profissional a fazer escolhas conscientes e significativas rumo à sustentabilidade. Nesse sentido, podemos apontar oportunidades de adesão a esta visão com:

  1. a utilização de tintas e compostos baseados em materiais orgânicos e biodegradáveis, que geram menos impacto em sua produção e reciclagem;
  2. a preferência por fornecedores locais de materiais, diminuindo todos os custos de logística;
  3. a consciência do descarte e sua possível facilitação desde o momento projetual;
  4. a otimização da utilização do suporte (que em grande parte é papel), sugerindo ao cliente medidas que já contemplem essa redução de gastos de material;
  5. a conscientização dos consumidores quanto a necessidade de repensar as práticas puramente comerciais e estéticas, dando lugar a uma consciência ambiental (de todo o sistema envolvido), mesmo que ainda privilegiem estas dimensões;
  6. a preferência por materiais reutilizados e reutilizáveis;
  7. a preferência por materiais com menor impacto ambiental para sua produção e obtenção;
  8. o projeto de materiais que sejam duráveis ou facilmente descartáveis, dependendo do caso específico, mas evitando a falsa ideia de escolher “qualquer material disponível”;
  9. a busca constante de novas práticas e formas de produzir e materializar ideias, renovando as atitudes para práticas cada vez menos destrutivas;
  10. a produção sob demanda ao invés de produzir em larga escala.

Referências

MUNIZ, M. O.; FIGUEREDO, L. F. G. Por uma abordagem sistêmica do design. In: Anais do 5º Congresso Internacional de Pesquisa em Design. Bauru, 2009.

GOMES, N. S.; PRADO, G. C.; ROSA, I. M.; CHAVES, L. I. Gestão do Design e o Design Sustentável. In: Anais do 9º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design. São Paulo, 2010.

NEVES, C. A. A.; SELIG, P. M.; CAMPOS, L. M. S. A Análise do Ciclo de Vida do Produto sob a ótica dos Sistemas Adaptativos Complexos: uma correlação. In: Anais do 9º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design. São Paulo, 2010.

Design, pensamento cartesiano e pensamento sistêmico

Ao tentar analisar o mundo em que vivemos, buscando explicar os fenômenos que nos cercam, somos naturalmente confrontados com o desafio de organizar o pensamento em torno de definições que sejam aceitáveis e minimamente compreensíveis. Assim, ao longo dos tempos, as ciências de observação do mundo como a física, a química, a economia, a política, a psicologia e tantas outras, tem tentado materializar estas definições através de leis e princípios que expliquem o meio em que vivemos e nossa relação com ele. Nesse processo, acabamos por adotar uma visão de mundo que é largamente baseada no modelo de ciência e de saber científico que vimos evoluir nos séculos XIX e XX: para analisar um fenômeno é necessário decompô-lo em partes menores e, então, estudá-las a fundo, criando modelos matemáticos ou lógicos que resolvam as questões observadas. Este modo de ver o mundo pode ser entendido como o pensamento cartesiano que, de acordo com Capra (1996) acreditava que em qualquer sistema complexo o comportamento do todo podia ser analisado em termos das propriedades de suas partes. É inegável que este modo de pensar e organizar o pensamento tenha contribuído e continue a contribuir para os avanços em todos os setores de desenvolvimento humano: a medicina, a educação formal e a engenharia que temos hoje são apenas três exemplos desse desenvolvimento. Ao dividir o mundo para estudá-lo, conseguimos crescer em entendimento mas, ao mesmo tempo, acabamos por deixar de observar o todo que compõe as partes. Este novo modo de ciência, que avalia o todo como a chave para o entendimento, pode ser definido como pensamento sistêmico e, ainda de acordo com Capra (1996), “A ciência sistêmica mostra que os sistemas vivos não podem ser compreendidos por meio da análise. As propriedades das partes não são propriedades intrínsecas, mas só podem ser entendidas dentro do contexto do todo maior”. Entender estas diferentes visões do mundo nos leva a questionar a posição do designer enquanto produtor de bens de consumo no ambiente em que vive.

Talvez o maior impacto da criação de bens de consumo, pelos designers, sejam as alterações no ambiente natural do planeta. Em ritmo crescente desde o século XIX, esta produção tem consequências já observadas nos dias de hoje.

O desenvolvimento foi acelerado com a revolução industrial e com o crescimento dos conhecimentos científicos e tecnológicos, sendo uma conseqüência natural do crescimento econômico. Este, por sua vez, ocasiona algumas transformações que afetavam diretamente o meio ambiente, trazendo riscos para todos os seres, inclusive, a própria vida humana. (SILVA, 2009)

Esta “educação” ambiental através da compreensão dos impactos causados à natureza por consequência de nossas ações é uma forma de adicionar pensamento sistêmico a um modelo basicamente cartesiano. Ao considerar que os recursos naturais não estarão disponíveis eternamente e que nosso ritmo de produção e consumo nos aproxima cada vez mais da escassez, vemos no design sustentável a possibilidade de reeducação deste ritmo e de nossas práticas. Isto significa que “As análises do Ciclo de Vida de Produto realizadas desde a extração da matéria prima até o descarte, passando por todas as etapas de manufatura, transporte, etc., são atualmente essenciais para a busca de soluções” (MOURÃO, 2010) e, ainda, que

Por definição, um projeto de ecodesign deve contemplar os aspectos ambientais em todos os estágios do desenvolvimento de um produto. Deve procurar reduzir o impacto ambiental durante todas as fases do seu ciclo de vida, o que significa reduzir gastos com matérias-primas, energia e lixo, desde sua fabricação até seu descarte (MANZINI E VEZZOLI apud MOURÃO, 2010).

No mundo cartesiano, uma visão reducionista dos fatos nos faz sempre enxergar que temos o domínio e o controle sobre o campo analisado. Dessa maneira, de acordo com Capra (1996) passamos a imaginar que temos conhecimento completo sobre as variáveis que regulam os fenômenos de qualquer natureza quando, em verdade, temos, no máximo, uma aproximação mais ou menos precisa do que pretendemos analisar. A noção de certeza dos fatos é traço típico dos sistemas cartesianos, que desprezam incertezas e aproximações para se satisfazerem com um resultado exato. Este modo de pensar nos distancia do meio ambiente em que vivemos e precisamos urgentemente passar a nos enxergar como parte de uma teia maior de relacionamentos, observando os princípios de interdependência, auto-regulação, parceria e flexibilidade que estes sistemas oferecem.

É crucial para a sobrevivência da profissão do designer que passemos a enxergar o mundo como esta grande rede interconectada, proposta pelo pensamento sistêmico. Se os recursos são finitos, está claro que não poderemos produzir para sempre se não permitirmos que estes recursos se renovem de alguma maneira. Mourão et al (2010) nos traz diversos exemplos de produção através do reaproveitamento de resíduos, além de evidenciar que a educação do designer nos campos da responsabilidade social e ambiental é essencial para a formação de uma massa produtora crítica e sustentável. E, sobre esta mudança, torna-se evidente que

Não é possível atender às novas perspectivas sem considerarmos a cultura, os recursos naturais, a responsabilidade social e a Educação Ambiental. Faz-se necessário que o ensino de design englobe novas metodologias adequadas a esta aprendizagem. Deve incluir a capacidade de reflexão sobre significados e relações entre causa e efeito. As reflexões ocorrem no individual e no coletivo, simultaneamente, dissolvendo assimetrias de pensamentos, gerando novas abordagens do conhecimento. (MOURÃO, 2010)

É papel do designer educar-se para que, então, possa educar através de seus produtos e serviços.

Referências

SILVA, G. G.; BRAUN, J. R. R.; GOMÉZ, L. S. R. O Design Gráfico e o Desenvolvimento Sustentável.

MOURÃO, N. M.; LANA, S. L. B.; KRUCKEN, L.; ENGLER, R. C. Educação Ambiental nos caminhos do Design. In: 9º Congresso de Pesquisa e Desenvolvimento em Design. São Paulo, 2010.

CAPRA, Fritjof. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São
Paulo: Ed. Cultrix, 1997.

Windows XP + FTP Server

I’ve been trying to get Windows XP to serve files over the local network through FTP. Though it may seem obvious (and Windows XP may be a dying OS), I’ll stablish my steps here for further reference:

  1. Go to Add / Remove programs
  2. Add / Remove windows components (yes, you’ll need the Windows XP CD)
  3. With IIS selected, go to Details
  4. Check the FTP Server box (it will ask for the CD now)
  5. Go to IIS > Default FTP Site and configure the accounts and all
  6. Go to Windows Firewall > Exceptions and enable port 21 (TCP)
  7. Go to Windows Firewall > Advanced (and here’s the caveat that took me some time to figure out): select the connection you’d like to use for the FTP sharing, and then Configuration.
  8. Check the FTP Server box.
  9. And that’s it.
Without that 7th step it would not work.

Using jQuery with ASP.NET 2.0

It all began with

SYNTAXERROR: UNEXPECTED TOKEN <

I’m working on an old system (ASP.NET 2.0) and getting a bunch of problems to solve, like “how do I use jQuery to update fields by calling code-behind methods?”. This is a piece of cake in ASP.NET 3.5, so I figured out it wouldn’t be a great trouble for ASP.NET’s previous version (2.0). I was wrong.

I’ve searched through many (and more) references to try and figure out what was the problem with my JQuery + Ajax + ASP.NET 2.0 page (without ScriptManager). My great problem was the code being returned from the ASP.NET page’s method was XML and not JSON as the ajax request was expecting. So everytime I tried a JSON request, I got that error. Whenever I changed to html or xml output, everything works fine (though I have to filter through the structure to get whatever I want).

The ScriptMethodAttribute is unsupported in ASP.NET versions prior to 3.5, so we’re left with our hands tied.

I have installed ASP.NET Ajax 1.0 Extensions to try and use them. After registering them in the GAC, I tried once again using the JSON format with a simple web service which returns a string (that simple). Soon I realized it would be easier to just stick with the 3.5 version and force and update to the web server. Well. Even then I couldn’t call WebMethods on aspx pages. Until I figured out why.

The WebMethod MUST BE DECLARED AS STATIC

And Dave explains why in a very complete article.

Some of my references include the esquisite series of articles by Dave Ward and the ASP.NET Ajax:

VixBus: primeiros testes

Em outro post mencionamos a intenção de projetar um sistema de informação sobre horários de ônibus em Vitória, Espírito Santo.

Hoje este sistema nasceu. =)

Em sua primeira versão, permite que usuários enviem um tweet e recebam a resposta com horários em sua própria timeline do Twitter.

Quer testar? Envie um tweet mencionando @vixbus e contendo uma hash com o número do ponto para o qual deseja horários. Por exemplo:

@vixbus estou no #P6166. Me passa os horários, por favor?

Você receberá a resposta, em sua timeline, em menos de 1 minuto.

Veja um exemplo real:

o usuário @blude requisitou os horários de ônibus para o ponto 8047:

o VixBus respondeu assim:

Caso queira saber os números de pontos disponíveis, acesse
1) site da prefeitura: http://rast.vitoria.es.gov.br/pontovitoria/
2) o NoPonto (via André Metzen): http://metzen.com.br/noponto/

Gostou? Curta a fanpage no facebook e faça parte. :)

Há muito o que melhorar ainda nesta solução. Em breve darei detalhes de como funciona e o que pretendemos que ela faça.

WUD 2011

Quinta-feira passada nós, do IxDA Vitória, tivemos a oportunidade de movimentar um World Usability Day em Vitória. Ali no auditório da Proex, no Centro de Vivências da Ufes, conseguimos reunir em torno de 40 pessoas para falarmos de “Educação: design para mudança social”.

Nessa linha, convidamos algumas pessoas com projetos muito interessantes que falaram durante aproximadamente 20 minutos cada. Gravamos em vídeo e compilamos para que todos possam assistir:

Testes com arduino e afins

este ano tem sido um ano produtivo em torno do arduino, ao menos no quesito “experimentação”. desde que ganhei um arduino do pessoal da jurema estou interessado em propor experimentações dessa realidade digital e sua integração com o mundo físico que conhecemos.

o primeiro teste foi o nic_messenger. baseado em códigos python e conectado à internet, o arduino checava a caixa de entrada do e-mail contato@nicvix.com e sinalizava, no corredor do prédio, se havia algum e-mail novo na caixa. tinha umas firulas: ele acendia o led azul, se tivéssemos até 3 mensagens novas. com mais de 3 mensagens não lidas, o led azul piscava e o cooler era acionado, girando o cata-vento. o projeto não era funcional porque, por falta de um shield ethernet ou wifi (para conexão à internet direto do arduino) precisávamos do pc ligado o tempo todo, o que inviabilizou sua utilização prática.

O nic_messenger ficava do lado de fora da sala do NIC, alertando sobre e-mails novos na caixa de entrada.

o professor mauro pinheiro, neste semestre, ofertou a disciplina “pervasividade computacional” e os resultados até o momento não poderiam ser melhores: alunos envolvidos com a construção de dispositivos e interfaces que fogem às telas e aos papéis e muito arduino pra lá e pra cá. temos feito muitos testes – como este do ethernet shield – e pouco a pouco avançamos na experimentação com o arduino e suas possibilidades. o prof. hugo cristo também tem experimentado pesado com arduino (confira no site dele o cqncr).

acredito que muito ainda será feito e que, certamente, 2012 promete.

@VixBus: proposta de melhoria do transporte público de Vitória

Começa hoje a batalha de poucos para auxiliar no transporte público de Vitória/ES.

*update* A batalha prossegue > primeiros testes do @vixbus

Criamos as contas de e-mail (vixbus@gmail.com) e twitter (@vixbus), entramos em contato com o o Chris Applegate – do @whensmybus, do Reino Unido – e com o Metzen, de Vitória, que criou o excelente No Ponto e iniciamos a discussão efetiva de como levar mais informação sobre horários de ônibus da cidade de Vitória para os usuários de transporte público.

Estou trabalhando, neste projeto, com a Marianna Schmidt durante a disciplina de Comunicação e Informação (profa. Débora Rosenfeld).

Não temos pretensão de acertar. Queremos explorar e nos aventurar em algo que a própria Prefeitura de Vitória parece negligenciar: como as tecnologias de comunicação e informação digitais podemo nos auxiliar na mobilidade urbana.

*update* > primeiros testes do @vixbus

Velhice: quando a maturidade bloqueia a transformação

Essa semana o @lalgarra escreveu um artigo no webinsider, que chegou pra mim hoje logo pela manhã. Conheci o Luiz Algarra no Espaço VIVO de que participei durante a Campus Party 2010. Desde então o sigo no twitter e acabo estando sempre conectado a temas atuais de educação e aprendizagem. É um cara bacana que mediou alguns debates em um cubo de vidro onde haviam discussões sobre educação, vida em rede, tecnologia e tudo mais que entra nessa salada.

Merecem destaque algumas partes, como essa:

Nossos professores eram bancos de memória ambulantes, repletos de citações e exemplos. Poucos mestres tinham a capacidade de se envolver, se relacionar com os alunos e nos levar a uma experiência única de sabedoria. A maioria dos professores era entregador de verbetes, fiscal de apostila ou zelador de livro didático.

Ou essa:

… quando a maturidade bloqueia a transformação, surge a velhice. Um velho que transforma é sempre mais jovem que um adolescente que conserva. Velhice não precisa ser obsolescência, pode ser renovação. Não precisamos funcionar como os jovens, mas precisamos saber que o nosso modo não é mais o único.

O ideal mesmo seria que todos lessem o artigo completo que saiu no webinsider, já que vale muito a pena. Mas…

Gostaria que meus familiares parassem pra pensar e estudar um pouco o assunto, para talvez iniciar um novo caminho de compreensão de seus filhos, amigos e jovens com que convivem. Gostaria também que meus jovens amigos lessem para que aprendam a conviver melhor com suas próprias maneiras de ser, respeitando o entendimento dos que ainda não estão nessa “onda”. :)

Compreender essa nova realidade não é simples porque envolve mudança de paradigmas. Mesmo assim, pra mim não é uma questão de “se”. É uma questão de “quando”.