Ela chegou com aquele brilho. Você conhece o brilho — não é da pele, é de trás dos olhos, um negócio que a pessoa carrega quando o mundo, por umas horas, resolveu ser generoso com ela. Largou a bolsa na cadeira, trouxe o friozinho da rua na roupa, tirou o tênis falando, falando, e do meio da fala saiu de mim, sem eu autorizar: “e aí, foi bom?”
O susto não foi a pergunta. Foi que eu queria saber. Continue lendo “Foi bom?”
